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Jornal Mojubá Efón
Desde: 29/12/2009      Publicadas: 60      Atualização: 14/09/2013

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 Noticias do candomblé

  20/12/2011
  0 comentário(s)


Cultura dos Iorubás

Nesse espaço falremos da cultura dos Iorubás
mais precisamente de Ekiti.

Cultura dos Iorubás
HIGIENE E BELEZA
hábito de abrir cicatrizes no rosto
Antiga prática muito difundida entre os iorubá, hoje em dia já não é tão comum, pois com o
desenvolvimento cultural e tecnológico perdeu a finalidade, e tende a desaparecer por completo.
A origem desse costume foi na Nigéria Ocidental (povo iorubá), devido à grande quantidade de
guerras que havia na região. Os fulani estavam sempre em guerra com os iorubá, e as próprias
cidades guerreavam entre si. No meio de uma batalha uma pessoa poderia matar alguém do seu
próprio grupo. Já com as marcas no rosto a identificação tornou-se bem mais fácil, e só eram
mortos ou aprisionados como escravos aqueles com marcas diferentes, ou os que não tinham
marca alguma.
Outro motivo para as marcas era que os escravos, quando não tinham marcas, levavam no rosto a
marca de seu dono.

Os grupos familiares também costumavam marcar o rosto para facilitar a identificação de pessoas
da mesma família, ao se encontrarem fora da cidade.
Finalmente, algumas pessoas se achavam mais bonitas com cicatrizes no rosto, para "estar na
moda".
Atualmente os ijebú e os ijesá não cortam mais marcas no rosto dos recém-nascidos. Em Ondo
são feitas marcas somente no rosto do primogênito, enquanto em Oyo existem famílias que fazem
as cicatrizes até hoje.
Alguns exemplos das marcas usadas nas diversas cidades do grupo iorubá:
1. Àbàjà meta - três marcas horizontais grandes de cada lado do rosto, ou seis menores.
2. Àbàjà merin - quatro marcas horizontais grandes de cada lado do rosto, ou oito menores.
3. Àbàjà alagbele - um dos modelos anteriores com mais três marcas verticais em cima.
4. Pélé - este tipo de marca é feito para embelezar. São três marcas verticais de cada lado do rosto.
Característica da cidade de Ife.
5. Gombo - são três marcas verticais laterais bem grandes de cada lado, da cabeça até ao queixo.
São características da cidade de Oyo.
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6. Marca da cidade de Ondo - Uma cicatriz vertical, comprida, de cada lado, na frente do rosto.
7. Marca de Ijebú - Três marcas verticais curtas de cada lado do rosto.
8. Àbàjà de Egbá - três marcas verticais em cima de três horizontais.
9. Àbàjà de Ijesà - quatro marcas horizontais de cada lado.
10. Pélé de Èkitì - uma marca vertical de cada lado do rosto (encontra-se também três de cada
lado).
11. Àbàjà de Èkitì - nove pequenas marcas horizontais (três a três) com três verticais acima.
12. Ture - diversas marcas verticais finas de cada lado.
Ao encontrar uma pessoa com uma destas cicatrizes, você poderá facilmente identificá-la como
nigeriana.
Tudo indica que as "curas" feitas nos filhos de santo foram originadas nesse costume, pois servem
também como identificação das pessoas de candomblé.
Beleza do corpo
Antigamente as mulheres iorubá gostavam de embelezar o corpo com tintas e cortes.
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Para fazer desenhos no rosto e partes visíveis do corpo era usada a seiva de uma árvore chamada
bùje. O nome dessa pintura é ínábùje, e demora muito a sair da pele.
Outros produtos vegetais bastante usados eram o òsùn (tinta vermelha extraída de uma planta) e o
lààlì (planta que também dá coloração vermelha, tipo henna). O òsùn era usado nas festas de
casamento, nascimento e posse do rei. Nessas ocasiões encontravam-se mulheres pintadas com
òsùn dos pés à cabeça, pois achavam que isso as tornava mais bonitas.
Ao dar à luz as mulheres costumavam embelezar seu corpo e o da criança com òsùn. Uma esposa
nova na casa também costumava pintar os pés com òsùn à noite, ao deitar, para ficar bonita.
O uso de lààlì é um costume haussá, trazido para a região dos iorubá pelos muçulmanos. A folha
era misturada com kanun. As mulheres pintavam os pés e as unhas das mãos e pés, deixando
descansar por algumas horas. Depois lavavam o local, e ele ficava cor-de-rosa.
Uma das coisas de que os iorubá mais gostavam eram as marcas. Muitas mulheres faziam cortes
no rosto, testa, barriga, costas e até nas nádegas. No rosto usavam uma agulha, e no corpo uma
lâmina, colocando no corte um líquido chamado oye dúdú, que fazia com que as cicatrizes ficassem
pretas.

Atualmente esse costume está praticamente extinto. Os católicos e os muçulmanos, por exemplo,
não o adotam.
Outra forma muito comum de embelezar o corpo era furar as orelhas, nariz ou lábios. Logo ao
nascer um bebê do sexo feminino, a mãe furava as orelhas para colocar brincos que, em certas
regiões como sul de Benue, terra dos tapa e haussá, eram pedaços de coral, sendo preciso furos
bem grandes. Nos lábios e nariz eram usados anéis ou um pedaço grosso de coral.
Destes hábitos, o único que ainda permanece é o de furar as orelhas.
Aqui, mais uma vez, vemos que é uma herança iorubá o costume de pintar os iyawo com produtos
naturais (waji, òsùn, etc.) para a festa da saída do seu Orixá.
Cuidados com os cabelos
Outro costume dos iorubá era a raspagem da cabeça para os homens, e os penteados bem
elaborados para as mulheres.
Há muito tempo, se o homem não raspasse a cabeça era sinal até de falta de higiene. Atualmente o
costume ficou restrito só aos mais velhos. Só entre os haussá o costume ainda é mantido por
jovens.
Somente alguns homens deixavam o cabelo crescer, e usavam penteados especiais, que os
identificavam como sendo devotos dos orixás: os filhos de Sango, os caçadores de Ode e os
olori"á.
Na terra iorubá, ao se encontrar um homem com um penteado especial, deve-se lembrar que
pertence à religião dos orixás.
" Cabelos de homem
Antes da colonização inglesa, os iorubá iam raspando a cabeça à medida a que os cabelos
cresciam, e espalhavam óleo na careca para ficar brilhando. Os jovens mensageiros do rei, para
serem identificados, costumavam raspar um dos lados da cabeça, deixando os cabelos crescidos
no outro lado. Era o chamado ìlarì.
Atualmente os homens usam o penteado que mais lhes agradar. Muitos preferem o estilo "black".
Alguns usam penteados especiais, como já foi dito, por motivos religiosos.
" Cabelos de mulher
As mulheres costumavam fazer diversos tipos de penteado. Cada estilo tinha um nome, como sukú,
alagogo, korobá, etc.
Há três tipos básicos mais usados:

Irun biba - o mais simples, deixa os cabelos soltos. Quando a mulher está com pressa, faz o biba,
porque é rápido e pode ser feito sem ajuda. Pode ser usado para sair.
Irun kíkó - cabelos presos, o penteado é executado com linha preta, para a mulher que não tem
muitos cabelos. É feito com a ajuda de outra pessoa.
Irun dídì - penteado preso, mais elaborado. Algumas formas de fazê-lo:
Um dos estilos chama-se sùkú. Os cabelos são penteados para cima e presos no alto, juntos.
Outra forma de dídí é o pàtewo (bater palmas). O cabelo é dividido de orelha a orelha e penteado de
baixo para cima dos dois lados, até se encontrarem. Quando pronto parece estar batendo palmas.
É feito por profissionais.
Outro tipo é o pánúmo (boca fechada). Abre-se o cabelo em volta da cabeça toda e penteia-se de
baixo para cima e de cima para baixo, encontrando-se no meio.
Ipàko elede é o cabelo solto, todo penteado para a frente.
Antigamente esses penteados eram muito usados, e até ensinados nas escolas. Depois as jovens
passaram a alisar os cabelos, pela influência dos colonizadores de raça branca.

O hábito de raspar a cabeça do iyawo parece não ter nenhuma relação com este costume, pois é
adotado para ambos os sexos, e simboliza o nascimento para uma nova vida, semelhante a um
recém-nascido.
Vestuário
Antes da colonização os iorubá só usavam roupas típicas, hábito que permanece até hoje, porém
com modificações de influência ocidental.
" Trajes sociais masculinos (egbejodá)
Para sair, os homens idosos e ricos usam uma túnica grande, chegando até aos joelhos, chamada
dàndógó. É comum seu uso entre chefes de cidades.
Outra túnica típica é o agbádá, largo, bem simples, feito em qualquer tipo de tecido. Costuma ser
usado por adultos, mas jovens também podem usar.
Já o gbárìyè é uma túnica sem mangas, com dois bolsos e bordados artísticos na frente.
Há também o bùbá, comprido, de tecido leve, e com mangas curtas ou compridas. É aberto do lado
na altura do peito, e fecha com três botões. Serve também para usar como roupa de baixo.

Dànsíkí é outro tipo de roupa que pode ser usada por baixo.
Todas essas roupas são usadas sobre diversos tipos de calça (sòkòtò):
Sányinmotan - tipo de calça apertada nas pernas, que chegava pouco abaixo do joelho. Era usada
em situações de trabalho em que a perna da calça pudesse atrapalhar. Hoje em dia não se usa
mais.
Soro - é uma calça comprida, até à altura do sapato. A boca não é muito larga. Costuma ser usada
com o bùbá.
Kembe - é uma calça tradicional, muito larga desde a cintura até à altura do joelho, depois afinando
para baixo até aos pés.
Nenhum iorubá sai com suas roupas tradicionais, sem um chapéu (filà), que pode ser do tipo òrìbì,
bentigo, àkete ou eleti aja, que tem pontas laterais, como orelhas de cachorro.
" Trajes femininos
Para sair as mulheres iorubá usam:
Aso ìró - é uma roupa enrolada em torno da cintura até aos pés, como uma canga. Costuma ser
usada em cima do bùbá feminino, feito do mesmo tecido. Atualmente esses modelos são feitos em
tecidos europeus.
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Bùbá feminino - Semelhante ao masculino, mas com mangas mais curtas.
Sìmí é uma roupa para ser usada sob o bùbá. Principalmente quando o bùbá é de renda ou lese,
devido à transparência.
Sobre o ombro esquerdo usa-se o iborùn (tipo pano da costa das baianas), que pode ser de tecido
inglês ou de aso oke.
Quando as mulheres se vestem com esses trajes típicos, é indispensável usar um turbante (gélé)
muito bem trabalhado.
Para completar colocam braceletes, anéis e cordões, pintam o rosto com atike e colocam tiro nas
pálpebras.
No vestuário ritual das cerimonias de Ketu, predomina a influência européia, com muitas saias
rodadas, lamês, brocados, sendo deixada de lado a autenticidade dos trajes regionais, bem mais
simples, porém muito mais bonitos.

COMPORTAMENTO GRUPAL
A criança africana
Normalmente imaginamos as crianças africanas criadas em liberdade, brincando na selva com
elefantes e outros animais que só conhecemos do zôo. A realidade, entretanto, é bem diferente.
Embora os costumes estejam se transformando rapidamente pela influência européia, a educação
dos filhos até hoje segue princípios rígidos.
Assim que uma criança - de ambos os sexos - se mostra capaz de carregar um pacote sem deixá-
lo cair, ou de desempenhar pequenas tarefas domésticas, é treinada para fazer serviços de maior
responsabilidade, auxiliando os adultos.
A pobreza, aliada aos costumes tradicionais, obriga a criança a ter uma infância pouco "normal"
para a nossa cultura. Ela fornece sua parcela de mão-de-obra para o sustento da comunidade, nem
que tenha, digamos, quatro anos de idade.

Cada criança é importante para o grupo como contribuição de trabalho, e em algumas tribos, antes
da colonização, as crianças que nasciam deficientes eram abandonadas, morrendo de fome e frio.
Em alguns locais, até o nascimento de gêmeos alterava a estrutura familiar, e um deles era
sacrificado.
Com poucos dias de nascida a criança é amarrada às costas da mãe. Este processo faz com que
ela se sinta segura, fique perto do alimento, e ao mesmo tempo seja embalada, enquanto a mãe
trabalha. É raro haver um bebê chorão, pois a crença diz que quando o bebê chora é porque a mãe
é infiel, e por isso as mães fazem tudo para evitar que seus filhos chorem.
Ao crescer um pouco, a criança passa a ser carregada nas ancas de uma irmã mais velha, ou outra
menina da tribo, até aprender a engatinhar, fase que acontece mais cedo nas crianças de raça
negra.
Com a colonização pelos países europeus, entretanto, a estrutura primitiva das tribos mudou
bastante, e essa influência é marcante no comportamento das crianças. Elas sabem que, se
estudarem, vão ter uma vida melhor. Procuram aprender o idioma do país colonizador, e têm como
meta fazer um curso superior, de preferência no exterior, voltando, entretanto, depois de formadas,
para desempenhar as

funções junto ao seu povo, visando o desenvolvimento do seu país.
Chegam mesmo a procurar trabalhos remunerados para poder comprar livros, e na hora das
provas foi constatado seu grande nível de tensão e preocupação, muito maior do que o das
crianças americanas da mesma idade.
O sucesso de uma criança na escola é considerado um sucesso de todo seu grupo, e há uma
expectativa de que, depois de formada, recompense o grupo ajudando a educar as outras crianças.
As brincadeiras limitam-se geralmente às ocasiões de festa, entre a plantação e a colheita. As
crianças ensaiam jogos, músicas e danças para apresentar na festa. Os ensaios são feitos em
grupo, à noite, sob o luar.
Também nas grandes cidades, embora não haja esse envolvimento grupal, as crianças têm uma
orientação rígida com relação a família, trabalho e estudo.
Nos candomblés de Efón o trabalho é distribuído entre os filhos, em prol do grupo, as tarefas
variam de acordo com tempo de feitura e sexo do Orixá, e os mais velhos têm sempre a obrigação
de cuidar dos mais novos.
Educação doméstica

Os iorubá valorizam muito a educação e o respeito dentro de casa, transmitidos de pais para filhos.
" A importância do cumprimento
Pela manhã, ao acordar, o filho tem a obrigação de cumprimentar os pais. Se for do sexo masculino
terá que se baixar no chão, e do feminino deverá se ajoelhar, e permanecer na posição até os pais
lhe responderem o cumprimento. Há ainda um cumprimento específico para a tarde outro para a
noite.
Existem pessoas que têm direito a um cumprimento especial, como fazendeiros, Babalawo,
caçadores, ferreiros, e muitos outros. Todas as pessoas que estão trabalhando também são
cumprimentadas por quem passa.
Os reis têm direito a um cumprimento especial, já citado anteriormente, que demonstra o grande
respeito que o povo lhes dedica. O cumprimento é antigo, mas continua a ser usado até hoje,
porque os reis são e serão sempre respeitados.
" Respeito aos mais velhos
Os iorubá geralmente respeitam e exigem respeito uns dos outros. Existe uma regra muito
importante: o irmão mais novo não pode chamar o mais velho pelo nome. Deve dizer

"meu irmão" ou "minha irmã". Os pais também não podem ser chamados pelo nome.
Na nossa cultura, é normal os pais saírem de manhã para comprar pão e cuidarem de todos os
afazeres domésticos, enquanto os filhos dormem.
É comum, também, os filhos se negarem a fazer o que os pais mandam, e alguns até xingam os
pais. Na Nigéria isso não acontece, porque a criação é muito mais rígida, e dá-se muita importância
à educação dentro de casa. Os filhos desempenham pequenas tarefas, não se negam a fazer o
que os pais mandam, e impera a obediência e o respeito.
No Brasil, nas casas de Efón bem organizadas, que seguem os preceitos, os filhos, ao levantarem
ou chegarem da rua, não podem falar com ninguém antes de saudar os Orixás e o pai ou mãe de
santo; devem cumprimentar o pai de santo abaixados, e aguardar ordem para se levantar. Cada
membro da casa deve ser saudado de acordo com seu cargo na hierarquia, e reinam o respeito e a
obediência aos mais velhos.


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